36ª MOSTRA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO
Sementes do Nosso Quintal premiado pelo público da MostraSP como melhor documentário brasileiro!
Fica 2012
Finalizado, Sementes do Nosso Quintal é lançado no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás
Sementes no Projeto Cinema e Corpo no CinUsp
Pré-estréia promove encontro entre educadores, pais e estudantes para refletir e debater a temática corpo e infância com o Prof. Marcos Ferreira Santos

Sinopse e Roteiro

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O filme retrata o cotidiano de uma escola de educação infantil sem precedentes que, através do pensamento-em-ação de sua idealizadora, a controversa e carismática educadora Therezita Pagani, nos revela o potencial estruturante da educação infantil verdadeira, firme e sensível.

Somos levados a uma escola onde a criança está acima de métodos e fórmulas de se educar. Onde natureza, música, arte, conflitos, magia e cultura popular regem o encontro das crianças, que convivem diariamente entre diferentes faixas etárias.

“Sementes do Nosso Quintal” é, antes de tudo, um filme que trata da vida de todos nós, através de uma escola.

 

ROTEIRO

A Te-arte, assim como a vida de um modo geral, não segue roteiros, planejamentos, rótulos, currículos ou métodos. Segue o rumo da experiência humana no seu ciclo de desenvolvimento, com todos os elementos que a compõe, ou seja, um arsenal de possibilidades e relações que não se encaixam em pré-roteiros, e muito menos em currículos pedagógicos pré-estabelecidos.

Criar um roteiro para apresentar uma experiência com esse teor humano não foi tarefa fácil. Acrescente a isso o trabalho de anos de captação de imagens (450 horas captadas) que olhou para a criança com uma mistura de encantamento e espanto, tentando entender e apreender mais do que simplesmente mostrar.  

“Tínhamos em mãos um material riquíssimo: a infância sendo contada a partir de um escola que a entende e a respeita como tal. Como roteirizar tudo isso? Como contar uma história? Como apresentar essas relações assim como elas se dão: em alguns momentos em aparente desorganização, porém, em profundo sentido para as crianças? A opção foi por um roteiro que olhasse para a infância em primeiro plano, sendo amparada, respaldada e conduzida por mãos experientes, firmes e solidárias.”, explica Renata Meirelles.

Por isso o filme inicia com um aparente “caos” que, apesar de estar presente no espaço escolar, fala de assuntos comuns ao ser humano: estranhamento, desconstrução, morte, construção e alimentação. Trata-se de uma introdução, ou batismo de fogo, ao espaço diegético: o universo escolar, onde a vida destes seres em formação de valores e em franquíssima convivência ocorre, nunca isenta de conflitos.

Aos poucos o filme nos coloca ao lado de alguns personagens com quem reciclamos o barro, mexemos na lama, encaramos um ganso solto, observamos e nos esquivamos da experiência da morte, brincamos, cantamos, dançamos, experimentamos sabores, choramos e vivenciamos sentimentos, desafios, questionamentos e os ciclos da cultura popular brasileira. Nunca seguindo uma lógica rígida, mas trazendo nuances do subjetivo e do imaginário, assim como é a infância.

A música, outro elemento fundamental no dia-a-dia da escola e, no pensamento-em-ação de Therezita, na formação e desenvolvimento do ser humano, é outro elemento de transcendência que perpassa o filme. Ela ocorre o tempo todo, e não é nunca inibida. Seja da habilidade afro-brasileira ancestral do mestre popular Tião Carvalho, músico maranhense que há 30 anos é educador na escola, seja de um casal de pais músicos eruditos, da apresentação de um grupo paulistano que faz música com o próprio corpo ou da sanfona junina, a música é produzida o tempo todo pelas crianças, na sua relação com o seu corpo, com o corpo do outro, dos elementos naturais ou culturais. Segundo Therezita,

“a música é o primeiro elemento do ser humano para que ele se conheça, conheça seu ritmo interno, e o espaço que essa música deve ocupar.” 

Nesse sentido, os inúmeros momentos musicais da escola (da afinação de um instrumento ao um verdadeiro sarau de música erudita às oito da manhã, passando por uma roda de bumba meu boi e pelo esquentar do coro de um tambor de crioula) são relacionados com as fases do desenvolvimento infantil narrados e pontuados no roteiro: adaptação > rotina > a criança em si > a escola em si > educar-transformar>ciranda das memórias.

Quanto ao tempo do filme, que muitos comentam ser longo, ele também refletiu o tempo da infância, que é um tempo estendido, um tempo outro, um tempo do imaginário, e nos convida a nós adultos, a deixar os atropelos e a correria das tarefas um pouco de lado para brincar, contemplar e imaginar, e resgatar a nossa criança interior.

Diálogos
10.04
Semillas de Nuestro jardín participa em abril do Festival Internacional del Uruguay
Filme foi convidado a integrar o Panorama Largometrajes Internacionales e representará o Brasil junto com diversos filmes brasileiros no 32.o Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay de 10 a 20 de abril. A diretora Fernanda Heinz estará novamente presente e participa de debate após a exibição. 
26.03
Sementes motiva a criação da Ciranda de Filmes, 1.ª mostra com foco em infância, aprendizagem e transformação
de 1. a 3/04 no Cine Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Mostra de filmes, rodas de conversa, exposição do Território do Brincar, memórias da infância, apresentações musicais, um espaço lúdico e inspirador. A primeira mostra de filmes centrada em nascimento e infância, espaços de aprendizagem [...]
26.11
Sementes começa diálogo internacional sobre educação na França
Filme foi calorosamente recebido pelo público e premiado pelos internautas na 9.ª edição do Festival du Film d’Éducation na França, um dos únicos do gênero! Vale ler a crítica de Jean Pierre Carrier no site do Festival http://www.festivalfilmeduc.net/spip.php?article687  
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Últimos Comentários
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PRISCILA APARECIDA GONÇALVES
Muito interessante o filme. A proposta pedagógica e a concepção de criança vai de encontro com o que acredito na educação. Gostaria de informações referente a venda do DVD, pois,...
Áurea Carolina Coelho More
Olá, Fernanda. Sinceramente talvez meu post esteja um tanto "atrasado", mas como o tema é atemporal e constante fonte das minhas preocupações pessoais, gostaria de me unir a esse debate....
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